Batman – Piada Mortal
Ser bom importa?
Batman caça o Coringa depois que o Príncipe do Crime ataca a família Gordon para provar um ponto diabólico que reflete sua própria queda na loucura.
A primeira metade da animação é separada da segunda. Entendo que eles queriam tornar o que aconteceu com Barbara Gordon mais compreensível, mostrando-nos um pouco mais do personagem.
Barbara, também conhecida como Batgirl, é mais um dispositivo de enredo nos quadrinhos (spoiler: O Coringa atira e abusa dela antes de sequestrar o Comissário para seus jogos de pesadelo no parque de diversões), então detalhar sua história com Batman seria interessante… No papel. Na realidade, sua personagem é bem irritante, e os roteiristas não resistiram, eles tiveram que adicionar s3xo na mistura. Uma escolha bem ruim.
E esse final? Com Batman rindo alto com o Coringa após os eventos do filme/quadrinhos? Alguém que você ama acabou de ser abusada e paralisada e você está rindo com o culpado? De um mal gosto… Não achei graça. Mas acho que a piada sou eu por perder meu tempo… Para ser mais precisa eu ri sim no final, de descrença, acho que não era essa a reação que os roteiristas esperavam.
Então, depois da estranha experiência que foi assistir a esse filme, fiquei curiosa e li os quadrinhos. Eu tinha que saber se o material original estava bem apresentado ou não. Tirando a parte inicial com a Bárbara, estava tudo lá, quase palavra por palavra. Portanto, esse final não foi um problema de adaptação. Na verdade, foi escrito assim.

O Coringa está tentando provar um ponto. Que QUALQUER UM, se levado longe demais, pode quebrar e ficar desequilibrado como ele. Se pressionado o suficiente, qualquer um concluiria que a vida é uma piada de mau gosto. Que ela não tem sentido, mas continuamos fingindo o contrário.
Mas Batman nunca quebra, não importa o que o Coringa faça com ele e quando ele tentou isso em alguém “normal” como Gordon, ele também não quebrou, e o Coringa então teve que enfrentar a realidade – ele é que era fraco e propenso a quebrar.
O Coringa não está totalmente errado. Se você não tiver uma base firme, você vai quebrar. E se você pensar nas grandes questões da vida: quem sou eu? Para onde vamos depois da morte? Importa se eu faço o “bem ou mal” nesta vida?
Se você não tem uma base sólida para essas perguntas – isso é Deus – então para que você vive? Qual o significado da vida? Isso importa no final das contas?
Sem Deus e sua Palavra, o Coringa está certo. Sem Deus, nada do que fazemos importa; simplesmente deixaríamos de existir em algum momento sem recompensas ou punições pela maneira como escolhemos viver.
Ninguém nem se lembraria.
